Preconceito, o motor da humanidade (ou: Como Don Quixote meteu-se numa louca indústria junto a Sancho Pança) {ou: um diálogo entre presidentes}

Preconceito, o motor da humanidade

O mandatário anterior da nação Terra Brasílis, FFHH, foi um conhecido antropólogo. Intelectual dos mais audazes. Um revolucionário da social democracia, movimento que surfando na onda do neoliberalismo, iria picotar as desigualdades e fazer do mundo um lugar mais cheiroso para todos. Primeiro para os detentores do capital, e quando desse tempo, pro resto da raça humanitas.

Carla Bruni e Nicolau Sarkozy no dia de suas bodas

Carla Bruni e Nicolai Sarkozy no dia de suas bodas

Pois bem. Diz que FFHH, em visita ao Papa (o de verdade, não esse novo) foi interpelado pela seguinte questão:

” – Querido Fernando, diga pra mim (santo homem que sou também sou alvo da curiosidade), como andas a situação do racismo no Brasil? Tá espeto? Ou todos são tratados igualitariamente, independente do seu tom de pele?”

Sem denunciar o mínimo grau de constrangimento, FHC responde sem pestanejar:

” – João II, me escuta: Olha pro meu braço. Olha meu tom de pele. Agora, levanta tua santa batina. Faz uma comparação. Que você acha? Eu, que sou moreninho, posso ser presidente de minha nação. Tu, que és branco e polaco, consegue ser no máximo o Sumo Pontífice. Aja visto que vivemos no melhor dos mundos possíveis, não há preconceito na Terra Brasílis.”

Homem que sabia arrefecer quando era a ocasião, João II decidiu por bem não polemizar. “Dou de ombros hoje. A roda gira, o tempo passa, vamos ver o que está programado para a Terra Brasílis no futuro.”

Anos foram se sucedendo em rápido trânsito. João II finalmente ganhou a corrida contra Dercy Gonçalves e Oscar Brasileiro, e foi-se. FFHH também foi sucedido. “Por um torneiro mecânico!” exclamam nossas esquerdas. E nosso querido Don Chopin hoje manda e desmanda na Terra Brasilís.

Luiz Inácio

Luiz Inácio

E hoje, na Terra Clones, foi eleito com suprema velocidade de apuração o xerife do planeta, Barack Hussein Osama.

É anunciada a morte da história, desde que sou um petti rapaz. Em uma tarde ensolarada de setembro, 7 anos no passado, a colisão de objetos voadores contra enormes edificações foi declarada como o último grande acontecimento. Pois bem. Hoje me anunciam a eleição de Barack.

Na realidade não é nada disso. Eu só ando chateado com o papel do capital nas nossas vidas. Botaram tanto lixo e botaram tanta fumaça. E o dinheiro. E o le money. Aposto que existem tantas outras pessoas, e tantas outras maneiras de questionar o planeta. Existem inclusive razões mais justas pra todo esse questionamento. Mas eu acho que toda a máquina anda sendo meio cruel com a humanidade, e aberrações surgem diante disso. Não acredito que vai ocorrer um armageddon, mas sim vários apocalipses pessoais.

Bem, eu já to viajando de novo. Vos deixo com outra prova que o cinema de hollywood é uma puta bomba. Assistam essa merda até o fim, e depois comentem comigo.

Nicola Cage – O maior palhaço do cinema

Agora vou-me, pois jogo de cintura e escaravelho, bastam o que nós temos.

Away

~ por cafasorridente em novembro 5, 2008.

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