Crack – Botaram tanto lixo, botaram tanta fumaça

Então, raramente eu sou obrigado a dar o braço a torcer e admitir que o sistema tá certo. Álias, muito raramente – agora inclusive que to com a mania do Disturbio Eletronico de chamar o capital e tudo mais de ‘Poder Nomade’ estou mais contra contra cultura do que nunca. É a máxima do Asger Jorn ‘A vanguarda nunca desiste’. Primeira parada que penso seriamente em tatuar.

Tá. Mas então, é impressionante como eu estou ouvindo falar no tal do crack. O cocaínomano é a nova virgem! O diabo é a pedra. E falo isso sem ironia. O governo devia fazer campanha incentivando o uso de pó. Antes isso do que o crack. Foi-se o tempo que a maconha devia ser temida! Ganja para o povo!

(Bateu pouco preciosimo literário. No começo desse brogue eu usava mais esse fluxo de consciencia livre para escrever. Depois é que eu fui ficando mais marrento. Seguro o backspace e utilizo muito o delete. Mas deixe-mos solto. Pelo menos por enquanto. Preciso voltar a escrever quite a lot. Pegar ritmo de jogo. Então, solto a pena.)

E porque defendo o governo no primeiro parágrafo deste post? Porque o estado brasileiro começa (tardiamente) a combater publicamente a disseminação da droga do diabo na sociedade. Societas quae sera tamen. E dá-lhe propaganda contra a pedra. E ainda é pouco.

A falange grega se organizava assim. Depois os romanos copiaram a estratégia e conquistaram uma caralhada de povos.

Eu estava agora na Bahia, e um broder foi de Trancoso até Caraíva a pé, pela praia. Fez o translado em uns dois dias. E foi dormindo nas comunidades ribeirinhas. Diz ele que os indíos tão agarrados no crack. Vê só: Os indíos pataxós tão chamando incessantemente na cachimbeira.

Ano passado eu trabalhava em Catas Altas, encostado na Serra do Caraça. Lindo lugar. E lá, no quadrilatero ferrifero, onde a Vale fode e acontece, os mineiros estão botando fogo na latinha. Fumando pedra até fuder o bico. Chato demais.

É isso. A urbe, a paulicéia, a metrópole sem rosto e sem cor já tá fudida a muito tempo. Não é nenhum rousseaunismo tardio, mas dói ver o interior sendo carcomido por mais esse mau pós-moderno. Tome  cuidado ao adentrar nas pequenas cidades. Hordas banguelas e macerrimas estão prontas para lhe fazer mal, buscando sustentar o ignobil vicio.

Dance to a song that was a hit before your mother was born.

Esse papo já me chateou. Já dizia o Tom Zé ‘bate dói – dói’. Deixemos nossas crianças longe do crack, droga que já vitimou Amy Winehouse, Whitney Houston e aquele moço que cantava La Bamba. E não tem mais piada aqui hoje. Nem uma boa conclusão textual.

'Eu meti uma bala na cara, de tanto me fuder de droga'.

~ por cafasorridente em janeiro 25, 2010.

2 Respostas to “Crack – Botaram tanto lixo, botaram tanta fumaça”

  1. Cafa, seu reaça, deixa a juventude cachimbar!

  2. Eu gostei daqui. Vou voltar mais vezes.

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