Roteiro – Cafa nas Nuvens

HPIM5380

 

Roteiro: Lero lero nas montanhas

 

Personagens:

Luciano: Amargo e cheio de tiques.

 
#1. Morro do rola moça. / Tarde de sol – alvorecer / fim do dia

Luciano estaca, sem preâmbulos, sem dificuldades e simplesmente lê um texto. As vezes ele pode ler em folhas corridas, dentro de um jornal ou um tablet. O esforço da leitura é essencial. Erra, caminha, como se as vezes falasse pra um público invisível. As vezes, claquetes e barulhos simulam que sua solidão é compartilhada. Ao longe, a montanha muito vasta.

 

Inicia o roteiro. Que inclusive começa com a leitura do roteiro. Chame de metalinguagem ou carma.

 

“Luciano estaca, sem preâmbulos, sem dificuldades e simplesmente lê um texto. As vezes ele pode ler em folhas corridas, dentro de um jornal ou um tablet. O esforço da leitura é essencial. Erra, caminha, como se as vezes falasse pra um público invisível. As vezes, claquetes e barulhos simulam que sua solidão é compartilhada. Ao longe, a montanha muito vasta.

 

Incia o roteiro. Que inclusive começa com a leitura do roteiro. Chame de metalinguagem ou carma.”

 

Bem, chegado ao final desta primeira etapa, vamos a segunda. Maldita segunda. Sou um meio autor, um meio escritor, um meio roteirista. Somado esses três meios, temos mais que um inteiro. Deveria falar ‘terços’? Pois bem. Que sejam terços. Que sejam pinos. Que sejam goles. Que sejam cocaínas.

 

Bastam de amigos falsos. Bastam de ameaças de processos. Conforme vocês (se é que estão prestando atenção) podem ter percebidos, isso é um texto sobre má sorte. Ou chame de carma. Cada dia penso menos no audiovisual. Mais na palavra falada, na palavra cantada, Foda-se a palavra. Chame de carma. Ou de má sorte. Deus amado. Eu queria um Carlton agora.

 

Fuma um Carlton. Apaixonadamente. Como se fosse o último.

 

A fantasia me faz delirar. De que país vem esse carnaval.

 

O congo belga me faz delirar,

 

O que vocês não entendem é que essa poesia é áudio poema. É vídeo poema. É um ska do Robertinho do Recife. Repetição. Ska Ska Ska. Tcha Tcha Tcha.

 

As coisas vão passando e os solos de guitarra vão se somando. As raivas vão se subtraindo. E traindo. Porque toda relação não deixa de ser uma traição. Dia desses, (há mil anos, na verdade) uma moça que eu estava apaixonado foi a farmácia. Pediu uma “pílula do dia seguinte”. E a partir disso, o farmacêutico sentiu-se no direito de cantar ela. A lógica é > ‘é uma promiscua’ E tem uma moça, que estou apaixonado, que não gosta de sentar sozinha em bar. Pedir sozinha uma cerveja. Porque sempre recebe uma cantada. E por outros motivos que me escampam a atenção. Me escapa o raciocínio. Só me lembro dela agora. Emo Motivos. Multi Motivos.

 

E acaba que sou monotema. É uma doidice que essa dança dá. Solos de guitarra de não vão me conquistar.

 

Já falei de ocupação urbana. E do diabo a quatro. Mas agora é a hora de montanhas e risadas gravadas;

 

Se a natureza não me abandonar.

 

Ska;

 

Ska;

 

Ska.

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~ por cafasorridente em outubro 31, 2013.

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