Gincana do Cafa

•Outubro 28, 2009 • Deixe um comentário

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Brasil Pandeiro

Belo Horizonte é a cidade cultura! Após meses com infinitas atrações nas praças da cidade (zona sul), tá na hora do Cafa Sorridente aprontar uma das suas!

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FOLIÕES!

Amanhã (29/10),  a partir 14:00, em frente ao estúdio do Queijo Eletrico (Avenida Getulio Vargas, 1220) recepcionaremos os foliões que quiserem Brincar e Rodar! Em pleno horário comercial! ISSA!

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Mulheres Bonitas!

Corrida do Ovo, Corrida do Saco,  Dança da Cordinha… em pleno coração da Savassi! No meio da rua! No pau e na Tora!

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Jogadores de Futebol!

Tudo isso para a gravação da próxima ‘Nova Transa do Cafa Sorridente’ da Tv Queijo Eletrico. Fique famoso e conheça os bastidores da nova sensação da mídia mineira!

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Glamour, numa tarde com os famosos!

E não é só isso! Teremos um animado concurso de imitadores de Silvio Santos! Se você possui esse divertido talento, não deixe de comparecer.

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Jogue uma disputada partida de bilhar com Silvio e Roberto!

Muita muita muita Dança da Cordinha! Hot Hot Hot!

Tudo isso com seu anfitrião! O Cafa Sorridente!

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E não podemos nos esquecer de nossos amigos: Os Zumbis!

Ps: Isso não é pegadinha – vai rolar mesmo. Té lá e abraços.

América come seus jovens

•Outubro 22, 2009 • Deixe um comentário

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Vâmo que vâmo. Ficar parado é paia. E enquanto meus olhos vigilantes turvam-se de lágrimas – A América engole seus jovens.

Hã? São 4:50 Lulu, para de postar!

•Outubro 15, 2009 • 1 Comentário
Cê tá pensando que eu sou loki, bicho?

Cê tá pensando que eu sou loki, bicho?

Tapa na pantera

•Outubro 9, 2009 • Deixe um comentário

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to com probrema no pc meu monitor de casa – isso me desistimula a escrever nele.

quando eu tiver dinheiro eu compro um monitor novo.

bonito isso né?

então tá, depois me contem o que voces acharam desse novo tv beijo eletrico

Sábado

•Outubro 4, 2009 • 1 Comentário

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Sábado se chama ‘de aleluia’, porque é preciso dar Aleluias se você nâo está sambado domingo de manhã.

O que me lembra que preciso fazer uma seleção de todos os bordões que já criei e/ou relancei no meu contexto.

lembro agora de:  ‘melão’,  ‘estar sambado’, ‘volta pra pokebola’ e ‘o Brasil não é um país sério’.

tem mais um tanto, mas agora eu não lembro. mas tenho a mania de inventar bordões. me comporto como se estivesse sendo filmado o tempo todo.

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sábado as vezes, também é dia de decepção. álias, todos os dias da semana encerram dentro de si a possibilidade da decepção e da alegria. ontem teve um pouco e cada, mas foi massa.

também achei uma nova definição bacana pra mim ontem: ‘doido como um jabuti, bebado como um imperador. ou vice versa – não me decidi ainda’.

"Futebol também é arte, entende Andy?"

"Futebol também é arte, entende Andy?"

aí, eu acordo e ouço ‘Losing my religion’ e ninguém entende.

se bem que agora to ouvindo Astrud Gilberto.

cada vez eu entendo que sou mais parecido com o Roberto: “eu não posso aceitar certas coisas que eu não entendo”.

e quer saber? realmente eu sou esquisito. mas continuo com alguns truques que ainda levam meia dúzia na conversa.

e como tudo termina e começa em Dali:

Tá na hora de matar a fomeeeeee, tá na mesa pessoal!

Tá na hora de matar a fomeeeeee, tá na mesa pessoal!

e por enquanto eu não quero mais conversar.

Líria – Parte 1

•Outubro 1, 2009 • 2 Comentários

Líria – Esquete teatral autobiográfica, com humor, romance e zumbis

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PARTE 1

Luciano para o carro, esbaforido arremessa o cigarro fora (ainda pela metade).

­- Atrasado como sempre, história da minha vida.

Verifica os bolsos, a cata de todos os objetos que costumam estar lá. Maço (ok), celular (ok), carteira (em cima do painel), e isqueiro (bolso frontal da camisa de botões).

Telefona: ‘Cheguei.’

Tchank – portão se abre. Três lances de escada lhe esperam. Escuro escuro (tenho de perguntar à Líria onde acendo essa porra de luz).

Arfando, verifica semelhanças entre essa subida de escada e todas as outras que já executou. Anda pensando muito em escadas.

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Ninguém em casa. Ansioso – quer acender um cigarro, mas segura a onda.

(áudio de risadas e aplausos pré-gravados – grande ovação quando Luciano entra na sala)

Luciano: Líria?

­Líria: To aqui no quarto.

Nervoso, coça nervosamente uma espinha em seu cocuruto. Se sente como um cão que apanhou muito do dono, e mesmo na iminência de carinho, eriça os pelos das costas e range os dentes.

Líria está no computador. Seriedade em seu rosto.

Luciano: Boa noite linda (calmamente beija sua testa – como um pai).

Líria: Oi Lu (sorriso amarelo).

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(o áudio pré-gravado suspira diante do momento romântico)

Luciano: Lí, eu andei pensando, nas vogais.

Líria: Como assim Luciano?

Luciano: Explico:  se eu tivesse de dizer “essa é uma vogal feminina eu iria me referir a vogal A”. Certo?

Líria: Certo, faz certo sentido. (tom de enfado – não dá a mínima para a teoria a ser elaborada)

Luciano: Então, (o isqueiro falha três vezes, mas consegue acender um cigarro, enquanto barulhos de carro quase batendo podem se ouvir na esquina) ‘A’ é vogal de menina e ‘O’ vogal de menino. Mas acontece que a maior parte das mulheres que passaram pela minha vida tem a vogal ‘I’ como tônica. E quase sempre rola uma sílaba ‘LI’. Como você, por exemplo, Líria. Não é engraçado?

Líria: Não. É uma coincidência besta, como outra qualquer.

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(risadas em crescendo – Luciano olha para a câmera, visivelmente incomodado)

Luciano: É, pode ser uma coincidência besta, mas sabe, eu ando confundindo vocês. O nome, os momentos, os quartos… Mais que tudo, eu ando confundindo os quartos. Você sabe que eu nunca levo mulher em casa, então quase sempre eu conheço o quarto da menina que eu to ficando. Algumas vezes eu to com a consciência alterada enquanto estou lá. E o quarto é um ambiente muito intimo.

Líria: (concentrada, acessa um site qualquer da internet, enquanto conversa em várias janelas do MSN) Ahã, claro, pode continuar.

Nesse momento, passos lentos e desconexos arrastam-se na escada. Farfalhar de trapos. Bate devagar na porta. Tap. Tap. Tap.

Luciano: Esperando alguém?

Líria: Nem tô. Deve ser algum vizinho bêbado qualquer, se tocar a campainha, cê olhá lá pra mim quem é, ok?

Luciano: Claro (arqueia a sobrancelha e tenta recuperar sua linha de raciocínio) Eu ia dizendo, que ando confundindo vocês. Falo isso sem sacanagem. Pelo contrario, até me dá medo. Eu amo muito cada uma de vocês, moças com ‘I’, enquanto estamos juntos. Mas as vezes tenho a impressão que estou numa casa longa, entrando em cada porta – que leva ao quarto de cada uma. Entende?

Líria: Sei lá Lu, papo besta.

(celular toca na platéia)

Voz gutural se faz notar na porta do apartamento. Os tapas e arranhões na madeira intensificam. O ente produtor desses sons e atos urra, como se sentisse um vácuo impossível de preenchimento.

Líria: (se espreguiça, fecha todos os programas do PC e liga o ITunes. Começa a tocar ‘Paisagem da Janela’) Lú, vai ver quem é na porta pra mim, por favor.

Olympia, 1947

Luciano saí do cômodo, cara de aborrecido. Joga o maço em cima da cama. Líria impassível não lhe concede um olhar. Câmera fixa em tripé acompanha a ação no quarto, donde Luciano se ausenta por alguns instantes. No meio tempo, Líria se volta ao espelho, enamorada de si mesma, brinca com seus cachos. Passado um instante, Luciano retorna acompanhado de um zumbi.

Líria: Que fedor! Que merda é essa lu?

Putrefato e estático, o morto-vivo mira o interior do recinto. Nacos de carne escorrem-lhe pela boca. Geme, em agonia, em fome.

Luciano: Essa porra é um zumbi Líria! E eu me pergunto que merda isso tava fazendo esmurrando sua porta, em alta madrugada?

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FIM DA PARTE 1

Terça-feira

•Setembro 30, 2009 • 1 Comentário

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Terça surpresa é o nome desse dia da semana. Pois sempre ocorre uma surpresa.

è dia de ser confessal, e elaborar projetos que não sei se serão levados a cabo.

noite de comer amendoim e fumar.

e acordar com muito calor, não entendendo porque se está usando edredon.

não sei se existe confessal. nao vou até o dicionario praberan.

reuniao cedo. reunião.

to ouvindo Khaled agora.

mais cedo pensei em uma gravação, onde decuparei minha experiencia amorosa em video.

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além de ter tentado convencer a dona da banca de jornais a me fiar um cigarro.

recebi uma multa hoje, com o fim da greve dos correios. e tambem minha conta do cartao de credito.

e teve muito quente, aqui no meio das montanhas.

chegando a aula, descobri que estava no lugar errado.

nao to conseguindo mimetizar meus atentos de poetizar hoje.

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já deu. fiquei muito ao telefone tenho de ir.

pouca cor nesse post.

Queria ter mais tempo

•Setembro 28, 2009 • Deixe um comentário

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mas dia desses eu o recupero – bom que vocês tem oportunidade de ler tudo – comigo escrevendo menos.

Eu mesmo e as escadas

•Setembro 22, 2009 • 1 Comentário

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Objetivo dessa próxima lauda é o de analisar minhas experiências mnemônicas e sensoriais, à luz dos conceitos elaborados pelo filósofo norte americano J. J. Gibson. Deveria escolher local emblemático de meu município (Belo Horizonte) para entender como meu jogo de sentidos combinados, tendem a criar uma experiência única, que mesmo quando corriqueira, adquire adquirem grande importância no meu dia-a-dia.

Distanciei-me um pouco do pretendido. Ao invés de escolher um ponto fixo da urbe, preferi voltar-me a uma situação que ocorre em alguns locais de minha rotina, e que pelo desafio de sua completude sempre criam em mim um processo reflexivo. Refiro-me a dificuldade que tenho diante das escadas de minha vida. Mais especificamente, abordarei algumas escadas que sempre me desafiam, nessa cidade de ladeiras íngremes, onde se picotam montanhas até mesmo nos dias que correm.

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J. J. Gibson concluiu que os cinco sentidos clássicos (tato, visão, audição, paladar e olfativo) já não davam conta de explicar o mundo de excessos que vivemos. A contemporaneidade abarca série de sensações plausíveis, e alguns dos sentidos se misturam, impossíveis de dissociação. Criou então o sistema dos sentidos: visual, auditivo, olfativo-gustativo, orientação, háptico. Todos são etimologicamente auto-explicativos, à exceção do háptico – que seria um tato que abrangesse toda a extensão corporal.

Nem todos são fortemente ligados ao meu exemplo escolhido, porém, quando refleti sobre a feitura do trabalho (durante uma subida de escada, inclusive) o ardor no meu peito arfante era muito forte. Precisava contemplá-lo filosoficamente, nem que fosse um mínimo.

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Vamos a elas: Moro no terceiro andar dum edifício daqueles antigos: As escadas são circulares e longas. Um total de 17 degraus me separa do lance seguinte, e são dois lances por andar. Desde que moro aqui, sempre tive por hábito galgar os degraus, de dois em dois, numa corrida contra mim mesmo. O dedão do pé toca levemente o chão, e todo meu corpo se impulsiona forte e vital numa explosão muscular. Sinto imensa vida correr meu corpo. O háptico está potencialmente ligado, enquanto – tal qual um motor – meu ser funciona à máxima eficiência.

Porém, de uns anos pra cá, adquiri o habito de fumar. Incrível como a dificuldade da subida foi potencializada. Meu olfativo-gustativo perdeu um pouco de seu efeito, e a fome já prenunciada que sentia quando subia as escadas de casa em busca do almoço preparado por minha mãe, esta prejudicada.

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Outra escada que enfrento diariamente é o do meu estacionamento. Uma série de 50 degraus que corajosamente corro. Minha audição ouve claramente o bater do meu coração, entre outras particularidades do meu interior. Ritmicamente meu pulmão aspira, para em seguida encher-se de oxigênio, tal qual um balão de ar.

Quando chego atrasado à pós (como hoje, por exemplo), escolho a rota mais curta – as escadarias. São longos cinco andares, da rua Sergipe (por onde chego), até a sala de aula. Como tenho por hábito fumar um cigarro logo antes de começar os estudos, chego sem fôlego. Minha visão turva adquire um teto preto, enquanto pequenos riscos negros correm pelos cantos do meu olho. Dramatizo? Possivelmente, mas não muito, lhes garanto.

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Todo meu sistema de orientação, que nada mais é do que a combinação dos outros sentidos, torna-se prejudicado após essa explosão de esforço físico. É uma sensação momentânea, que me dá imenso prazer. Como um pequeno orgasmo, adquiro momentaneamente a noção da plenitude do meu corpo – e de como minhas pequenas ações causam conseqüências ao mesmo. Tenho vinte e poucos anos. Preciso parar de fumar. Ou talvez, eu precise começar a andar mais de elevador.

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•Setembro 16, 2009 • Deixe um comentário

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Brasil me ama.